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quarta-feira, 24 de março de 2010

Tomar, A cidade dos Templários

A chuva que não cessava e a “boa vontade” do senhor da estação de comboio (trem) que não quis trocar as passagens transformavam o passeio em uma furada. Mesmo assim, eu e a Amanda (minha companheira de quarto, que tive a sorte de conhecê-la ainda no aeroporto Salgado Filho, e que já se tornou uma grande amiga) não desistimos de conhecer a cidade de Tomar, na região central de Portugal. Uma cidade pitoresca e mágica, que tem como atrações o Castelo dos Templários e o Convento de Cristo, classificados pela UNESCO como Patrimônio Mundial.

Assim que chegamos à cidade tratamos que encontrar o ponto de informações, a fim de saber os principais pontos turísticos. Junto com as dicas e mapas, a guia nos deu uma pontinha de esperança. “À tarde, o tempo melhora”, disse ela. E melhorou. São Pedro atendeu aos nossos apelos, e até apareceu o sol, ainda que tímido. Outra coisa vale ser ressalta sobre o ponto de informações, a decoração do local. Com mobília e objetos oriundos do castelo e de construções históricas, o ambiente ajuda a entrar no clima templário.




Uma viagem ao passado, esse foi o sentimento que nos tomou ao entrarmos no Convento de Cristo. O convento pertenceu à Ordem dos Templários, sendo fundado em 1162, pelo Grão-Mestre dos Templários, Dom Gualdim Pais. Antes disso, a região era onde estão situadas as cidades romanas de Nabantia e Sellium. Conquistada ao Mouros em 1147 pelo primeiro Rei Português, D. Afonso Henriques, e foi então doada aos Templários em 1159. A edificação ainda conserva vestígios desses monges cavaleiros, da Ordem de Cristo e dos reis que por lá passaram. A arquitetura partilha traços românicos, góticos, manuelinos, maneiristas e barrocos.


Mas, o que mais chama a atenção é a Charola, o Oratório dos Templários no princípio do século XII. Baseada no Santo Sepulcro de Jerusalém, a Charola sofreu modificações no Infante D. Henrique e no reinado de D. João III. A decoração reflete a riqueza da Ordem de Cristo, além de pinturas e frescos que representam a Paixão de Cristo.




Igrejas
Caminhando pela cidade é possível encontrar os sinais dos Templários, seja com monumentos de seus principais personagens ou na arquitetura de diversas construções, como a Igreja de São João Baptista. Situada na Praça da República, em frente à Câmara Municipal, a igreja pertence à época em que o Infante D. Henrique era Governador de Ceuta, sendo reconstruída no século XVI no reinado de D. Manuel I.





Outra igreja que tem grande relevância histórica é a Igreja de Santa Maria dos Olivais, cuja fundação foi em meados do século XIII, no local de um antigo templo árabe. A edificação serviu de panteão aos Mestres Templários, no entanto, as obras quinhentistas destruíram esses monumentos funerários. Curiosamente, salvou-se a lápide do fundador do castelo e da cidade, Mestre Gualdim Pais (1195).








Música
Mas não só de passado vive a cidade de Tomar, durante as andanças pelas ruelas fomos surpreendidas pelo festival de Tunas Acadêmicas, música típica de Portugal. O evento ocorre pelas ruas, os grupos vão andando e tocando até chegarem a Praça da República.



Natureza

O rio Nabão contorna uma pequena ilha, dividindo o seu curso entre o leito principal e uma levada que o devia para os antigos Moinhos do Rei. Nessa pequena ilha arborizada ligada à cidade que estão situados os jardins do Parque do Mouchão.


Enfim, a cidade de Tomar respira história, seja por seus monumentos ou pelos costumes ainda cultivados, que a transformam num lugar mágico. O qual aproveitamos, literalmente, até o último instante, já que só entramos no trem e ele partiu rumo a Coimbra.






Fonte: http://www.culturaonline.pt/
http://descobrir-tomar.blogs.sapo.pt/

quinta-feira, 4 de março de 2010

Primeiras Impressões

Minha terra tem palmeiras, onde canta o Sabiá; As aves que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá. Nesses primeiros dias em terras lusitanas, os versos de Gonçalves Dias não me saem da cabeça. Assim como o poeta, venho à Coimbra para estudar. Porém, ele veio para ser advogado, e eu jornalista.

Muita coisa mudou da Coimbra de Gonçalves Dias para a de hoje. Por isto, não cito seus versos como forma de lamentação, sentimento que dominava o autor quando escreveu a bela obra “Canção do Exílio”. Cito os versos para exemplificar o que estou vivenciando.

Tudo aqui é muito diferente, sim. Outro continente, país, povo,... Outra cultura. Mas não que isso seja melhor ou pior. É apenas diferente. E é através do Jogo de Damas que pretendo mostrar um pouco deste novo mundo que estou a descobrir.

Abaixo algumas fotos da cidade de Coimbra:







Cidade Baixa




Sé Velha





Sé Velha







Igreja de Stª Cruz





Muralhada



Até mais!

Beijos a todos, principalmente para as outras Damas (Guriaaas, to morrendo de saudades de vcs!)

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Diário de Bordo

Há bastante tempo que estou ansiosa para colocar no ar a nova sessão do Jogo Damas. Porém, tive que aguardar algumas confirmações primeiro, para poder estreá-la. Mas hoje, de malas (quase) prontas, passagens compradas e com a documentação toda certinha, dou início ao Diário de Bordo.

Com a permissão das outras Damas, usarei este espaço para contar as minhas impressões, descobertas e experiências no velho continente. Para quem não está a par, explico. Ainda deste mês embarco para Portugal, para fazer um intercâmbio em Coimbra. Cursarei um semestre na Universidade de Coimbra. Por tanto, enquanto estiver fora do Brasil meus posts serão sobre a viagem.

Até o próximo post! (Já em terras portuguesas!)