quinta-feira, 16 de abril de 2009

doação de vida


Quando a gente faz uma boa ação, o primeiro sentimento que temos é de missão cumprida. "Fiz aquilo que estava ao meu alcance". Mas, sempre existe a possibilidade de fazer mais. Principalmente se este mais vai ajudar a salvar vidas.

Sempre quis ser doadora de medula. Via as campanhas na televisão e pensava que devia me cadastrar. Há alguns meses, incentivada por meu colega de trabalho fui doar sangue pela primeira vez e aproveitei para fazer o cadastro no banco nacional de medulas. Fiquei bastante contente com esta primeira etapa e torcendo muito para que eu seja compatível com alguém que esteja precisando. Pronto: missão cumprida.

Nada... Quarta-feira passada (15/04), na Band News 3ª edição, o deputado Beto Albuquerque, que perdeu um filho recentemente em decorrência de leucemia falava sobre a doação, e trouxe números bastante tristes de pessoas que precisam de transplante em relação ao número de cadastrados. Segundo ele, aqui no RS é ainda mais complicado, porque fomos colonizados de forma diferente que em outras regiões do país e isso diminui a possibilidade de encontrar doadores compatíveis. Mas, se mais gaúchos se cadastrassem, as filas seriam extintas. Isso me fez perceber que ainda não cumpri a missão e por isso ocupo agora este espaço, para abraçar a campanha.

Meu cadastro, eu fiz no hemocentro do Hospital de Clínicas, como foi junto com a doação de sangue, eles aproveitaram para tirar um frasquinho a mais para a amostra. Quem for doar sangue, precisa avisar no balcão de informações que também quer ser doador de medula, quem quiser apenas se cadastrar, vai ao mesmo local, preenche um formulário simples, com seus dados pessoais, retira uma amostrinha de sangue e pronto.

Conheço pessoas que não o fazem por medo de agulha... Medo da dor... Será que a dor da agulha, que afirmo que é quase inexistente, não é totalmente insignificante perante a dor de quem sofre com essa doença terminal?

Segue algumas informações retiradas do site do INCA (Instituto Nacional de Câncer):
• Qualquer pessoa entre 18 e 55 anos com boa saúde poderá doar medula óssea. Esta é retirada do interior de ossos da bacia, por meio de punções, e se recompõe em apenas 15 dias.
• Em caso de compatibilidade com um paciente, o doador é então chamado para exames complementares e para realizar a doação. • Tudo seria muito simples e fácil, se não fosse o problema da compatibilidade entre as células do doador e do receptor. A chance de encontrar uma medula compatível é, em média, de UMA EM CEM MIL!
• Para o doador, a doação será apenas um incômodo passageiro. Para o doente, será a diferença entre a vida e a morte.


Onde fazer o cadastro?
Centro de Hemoterapia e Hematologia do Rio Grande do Sul - HEMORGS
Av. Bento Gonçalves nº 3.722 - Partenon - Porto Alegre - RS
Telefone: (51) 3336-6755 / 3336-2843

Banco de Sangue do Hospital de Clínicas de Porto Alegre
Rua São Manoel, 543 / 2° Andar - Rio Branco - Porto Alegre - RS
Telefone:(51) 2101-8504

Hemocentro Regional de Santa Rosa
Rua: Boa Vista, 401, Centro - Santa Rosa - RS
Telefone: (55) 3511-4343


Está feita a campanha, vamos salvar vidas!

Quem se cadastrar posta um comentário aqui para incentivar aqueles que ainda não o fizeram!

Quem será o primeiro?

Um comentário:

Edinho Lumertz disse...
Este comentário foi removido pelo autor.