quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Eles acham que entendem...

O psiquiatra Paulo Gaudêncio, formado pela Universidade de São Paulo (USP), dedica-se há quase 50 anos à psicoterapia. Atualmente o profissional se desdobra em cinco para conseguir dar conta de todas as atividades profissionais. Gaudêncio atua como psicoterapeuta, consultor de empresas, terapeuta de casais, palestrante e, finalmente, colunista da revista Nova. Não que eu considere a revista educativa e essencial para o mundo feminino, mas em sua coluna, Gaudêncio, dá bastante dicas para as mulheres e de como entendê-las melhor.

Sua coluna na revista é intitulada como “Terapia em cinco minutos”. Lá ele atua como amigo e confidente das mulheres. Segundo o psiquiatra, desde que ele assumui a coluna, ele jurou que jamais daria um conselho. O objetivo dele é fazer a pessoa olhar para dentro de si e tentar entender quais comportamentos permitem tal situação.

Paulo Gaudêncio entende as mulheres. Infelizmente não podemos dizer isso de todos os homens que existem na face da Terra. Claro que já estamos acostumadas com o fato de o sexo oposto não ter a mínima noção do que se passa nas nossas mentes complexas, mas é importante deixar claro que quando não temos conhecimento sobre determinado assunto, ou ficamos quietos ou procuramos entender.

Não faz muito tempo que um colega de curso falou de forma “sutil” que um dos membros do blog estava “um pouquinho acima do peso” e que “a sua alimentação estava se refletindo na sua forma física”. Complicado, né? Compreendo que a intenção tenha sido das melhores e que ele tenha feito o infeliz comentário com o intuito de ajudar a colega. Para a infelicidade dele, o único impacto causado com tal comentário foi a vontade de vê-lo morto. Como fã de Hannibal Lecter, adoraria começar devorando o fígado dele.

Como não foi possível, deixo registrada aqui a minha revolta (e das colegas de blog) contra os homens que acham (achar não basta!) que entendem o fascinante mundo do sexo feminino, mas entendem tanto quanto nós, mulheres, entendemos da turbina de um avião (Tá, existem mulheres que entendem [e muito!] das turbinas de aero motores, mas não vem ao caso.).

Falar para uma mulher que ela está acima do peso é tão complexo como falar para um homem sobre o tamanho do seu "membro inferior" (para não ser vulgar como o comentário do colega).

Infelizmente, o sexo feminino já é complexado demais com o seu peso. Qualquer comentário a respeito disso vai deixá-la ainda pior. Todas nós temos espelho em casa e todo dia pela amanhã olhamos, observamos e analisamos... Os nossos defeitos são claramente ressaltados pelo objeto refletor que parece aumentar em dez vezes o nosso tamanho. Peso é um assunto complicado, devemos receber conselhos a respeito somente dos pais, namorados, maridos e, é claro, das amigas mais íntimas. O resto que guarde para si, por favor. Pois não precisamos de mais uma preocupação nas nossas vidas além de altura, roupas, trabalho de conclusão de curso (o temido TCC), relacionamentos, TPM (leia-se Tocou, Perguntou, Morreu!), enfim...

Deixem a gente feliz com o nosso corpo e a gente faz de conta que vocês entendem as mulheres, certo?

13 comentários:

Maria disse...

Oi, colega! Em primeiro lugar, muito bom o texto! Espero logo ver um desses no Portal! Agora, quero comentar sobre um aspecto desse assunto tão polêmico. Os homens não entendem as mulheres, e essa afirmação é quase unanimadade em ambos os sexos. Mas será que nós, mulheres, entendemos os homens? Sinceramente, acho que não. Não é tão simples quanto queremos que seja. Homens, por mais que o estereótipo se aplique em alguns casos, não pensam apenas com a "cabeça de baixo". E eu, particularmente, sempre preferi contar com a sinceridade masculina do que com a feminina. Homens podem não ser muito delicados, mas são mais sinceros e capazes de dizer na boa que a mulher está, sim, um pouco acima do peso. Diferente da maioria das amigas, que costumam soltar o bom e velho "capaaaaaz". Enfim, acho os homens sensacionais e acredito que além de cobrarmos compreensão (que merecemos!), devemos nos esforçar um pouquinho mais para entendê-los também. Mais uma vez, adorei o texto! Beijo.

Natacha Kötz disse...

Ahhhh! Com certeza. Acho que o fato de não entender é recíproco em ambos os sexos. Também acho a opinião MUITO válida. Mas quando é solicitada. Não do nada de um colega que tu mal tem contato.

Bom, POSTEEEEEI!!! Não ficou o melhor post do mundo. Mas já é algo, né? Prometo participar mais do blog agora.

Beijos

Edinho Lumertz disse...

Primeiro: não acredite em nada que psicólogos, psicanalistas e psicoterapeutas dizem. Conheço duas psicólogas, mulheres, o terceiro, Éverson(amigo nosso), dois psiquiatras(um homem e uma mulher) e uma psicoterapeuta. Eles sabem tanto quanto uma pedra. São inúteis. Te enrolam com palavrinhas doces pra que tu continues a pagar entre 40 e 60 reais por consulta, duas vezes por semana. Tu chega em casa e percebe que é tudo balela e que esses profissionais sofrem mais que nós. A primeira psicoterapeuta com quem me tratei para diminuir a tensão muscular nos ombros e ansiedade cometeu suicídio num dia das mães de 2006.

Segundo: as damas são as moças mais bonitas, elegantes, fotogênicas e bem humoradas que conheço.

Terceiro: O colega? Manda se fú...Pergunta pra ele por que não está cursando nutrição, ou designer.

Beijão.

Edinho Lumertz disse...

Faltou um detalhe: pra que um rapaz faça um comentário sobre um membro do blog estar acima do peso, ou ele tem como sendo seu único objetivo causar mal estar entre vocês, pode ter inveja do grupo, ou ainda, ciúmes da pessoa a quem se referiu. Usou o ataque como forma de chamar a atenção e fracassou.

Andressa Xavier disse...

O negócio, acho, tem a ver com educação, bom senso. Não sabe o que falar? Fica quieto, querido! Mas tem gente que tem prazer de achar os defeitos nos outros e faz questão de falar deles. Espelho em casa é uma boa opção. Fica a dica.

Elisandra Borba disse...

Amo quando a Naty escreve. Não tem papas na língua (não q as outras tenham, mas como a Naty demora mais a postar, há sempre uma expectativa).
Preciso discordar da colega Maria. Os homens estão longe de serem modelos de honestidade. Claro que exitem as exceções e coisa e tal. Mas na sua maioria, os homens aprendem a mentir, acho que, ainda no ventre da mãe. E quando decidem falar a verdade, abrem a boca para falar o que não deviam. Uma coisa é ter um melhor amigo em que tu pode conversar sobre tudo com abertura, como eu tenho alguns amigos assim. Outra coisa é esse caso, em que o rapaz nem mesmo faz parte da vida desta colega. É uma pessoa insignificante e que não tem liberdade alguma para falar isso.
Mas como comentamos paralelamente... uns engordam e outros levam....

thiagoks disse...

texto bem amarrado. começou de um jeito e tomou outro rumo a partir da metade, muito bom isso!

e quanto ao pressuposto do texto, sempre admito, não entendo mulheres, garotas, colegas e etc. mas sobre isso tenho que afirmar uma coisa: é impressionante os múltiplos sentidos que as palavras "sim" e "não" tem pra o "lado feminino da Força", hahaha! acho que é por isso que existe esses "desencontros".

é muita semiótica pra entender as meninas (e geralmente, quando o cara acha que tá entendendo, se engana), hahahaha!

Edinho Lumertz disse...

Gostaria de complementar o raciocínio do Thiago. No meu comentário anterior não dei uma opinião sobre a hipotética guerra dos sexos. Escrevo hipotética porque acho que a questão vai além de: homens não entendem mulheres e mulheres não entendem homens. Ninguém entende coisa alguma. As mulheres se desentendem com suas amigas e os homens com os seus. Logo todos são criaturas incompreensíveis, e cada um com seu defeito impossível de se imaginar, particular. "Um ser humano é do tamanho do universo"(Humberto Gessinger). A intolerância, no geral, provém do egoísmo que as pessoas têm. Exemplo: uma fila de banco "furada". O meu egoísmo não se importa se quem furou a fila é homem, mulher, idoso ou criança. O importante pra mim é defender o meu direitoe chamar quem quer que seja de sem vergonha ou coisa pior. E o egoísmo da pessoa que furou a fila está cagando para todos ao mesmo tempo. Isso para citar apenas uma situação. Quem não sabe se comportar em pequenas coisas não saberá se comportar nas grandes, independente do sexo, da idade, ou da concorrência entre os gêneros.

Natacha Kötz disse...

Pois é. Edinho... Não sou a pessoa que mais confia em psicólogos, psicoterapeutas e psiquiatras no mundo. Mas achei conveniente utilizar esse contraponto. Alguém que "entende" as mulheres, ou faz o possível pra entender e alguém que não entende bulhufas e quer se passar por entendido no assunto.

Acredito que ambos os sexos sejam complicados de entender. Todas as pessoas são complicadas de entender. Mas quando a gente não tem certeza de algo, fique quieto. Guarde pra si.

Obrigada pelos comentários.

Edinho Lumertz disse...

Esse cara deve ser o esquisito lá de Pato Branco que pulava feito perereca. A Bozena fala dele de vez em quando.(rsrsrs).

Cristiane Serra disse...

Concordo em número, gênero e grau com a Elis! Tanto no diz respeito as postagens da Naty quanto ao tema do post. Beijos, a todos.

Anônimo disse...

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